sábado, abril 7

AMIZADE, AMIGOS e o TRANSPORTE

AMIZADE, AMIGOS e o TRANSPORTE


Dizem que a amizade é uma via de mão-dupla. Mão-dupla é aquela que veículos vem e vão simultaneamente através de faixas separadas . Pensando sobre a amizade e morando em Brasília, deu nesta reflexão que vos escrevo. =]

Ser uma via de mão dupla implica em ter dois sentidos, um que vai e outro que vem. Sempre imaginei um cenário de troca, renúncia, aceitação e cumplicidade. Mas porque parar por aí?
Se existe um trecho, existe uma via, logo existe tráfego.


Tráfego

Substantivo masculino.

1.V. tráfico.

2.Grande atividade; afã, lida, trabalho.

3.Convivência, familiaridade.

4.Fluxo das mercadorias transportadas por aerovia, ferrovia, hidrovia ou rodovia. <== este é o item!

5.Repartição ou pessoal que se ocupa desse transporte.

6.Fluxo das mensagens transmitidas por determinado meio de comunicação: tráfego telefônico; tráfego telegráfico.

7.Prop. Controle de fluxo de trabalho, desde a criação até a veiculação.

8.Prop. Setor de uma agência responsável pelo tráfego .

9.Bras. V. trânsito. [Cf. trafego, do v. trafegar.]


E se existe tráfego, existem veículos para trafegar. Nomeio as idéias, atitudes, perguntas, respostas, conselhos, conversas, e et coetera. Tudo que é proporcionado pelo relacionamento, pela convivência.

Conviver

Verbo transitivo indireto.

1.Viver em comum com outrem em intimidade, em familiaridade.

2.Ter convivência.

3.Habituar-se a um mal de qualquer natureza e/ou aceitar-lhe a ocorrência. Verbo intransitivo.
4.Viver em comum: Nós convivemos muito bem; Espécies distintas convivem no mesmo hábitat.

Existindo veículos para trafegar, ele é um trecho trafegável. E o sendo, está sujeito a problemas de tráfego. Problemas causados pelos veículos, pela operadora que controla o trecho e com a conservação do mesmo.

Ah! Neste cenário, o administrador da via tem inteira responsabilidade pelos acidentes que ocorrem no trecho, pois o governo o quis assim que terceirizou o serviço. Uma das clausulas contratuais... =]

Os acidentes mais comuns causados pelos veículos são as colisões frontais (opiniões contrarias). Colisões que quando ocorrem, precisam ser solucionadas para liberar o tráfego na via. Existem também as laterais e traseiras. Estes acidentes são diretamente influenciados pela quantidade e qualidade de veículos na via.

Como assim? Tráfego está ligado a fluxo, que é a quantidade dividida pelo tempo, logo uma quantidade maior gera um fluxo maior, que por sua vez aumenta a probabilidade de ocorrerem acidentes. (Muitos amigos = muitos veículos trafegando sua via da amizade.)
A qualidade é referente aos veículos que são permitidos trafegar nela. Estado de conservação estética e mecânica e tipo de veiculo. Neste momento é sábio falar de pedágio, que por definição é “o tributo cobrado pelo direito de passagem por uma via de transporte terrestre, como uma estrada, uma ponte, um túnel, etc.” Existem restrições para o tipo de veiculo?Qual é o preço pra ingressar na sua via? Baseado em que, você definiu esse preço? Ele realmente é justo?

O que diferencia cada via é a administradora, operadora do trecho. Existem operadoras que são extremamente ágeis em resolver problemas e operadoras extremamente ágeis em não resolver problemas – pelas normas, regulamentos internos, códigos de ética – e tornam o fácil em difícil e inacessível, geralmente as vias destas operadoras são sempre difíceis de transitar e quando ocorrem acidentes, logo despistam o ocorrido, não resolvem a situação e deixam de operar determinado trecho pela sua incapacidade ou pela perda da concessão. (Leia-se perder a amizade)

Para clarear as coisas:
As pessoas são as operadoras do trecho que possuem uma via – amizade – , que por sua vez se ligam a outros trechos, controlados por operadoras(pessoas) de outras vias, e que por sua vez estão inseridas em um contexto maior chamado de “malha de transporte” (rede de relacionamento), que pode ser rodoviária, ferroviária, hidroviária e a aérea. (Eita viajem!)
A propósito, como anda seu trecho?

sábado, dezembro 30

Sub-titulo

A respeito do Eufemismo

Era possível ver a versão in natura nas entrelinhas da versão que em mim estava chegando. Cada palavra cada expressão e cada sentença positiva em meu favor explicitava aquilo que eu queria que fosse realmente dito. Durante um primeiro momento fiquei furioso em ver o quanto meu desejo de responder a cada desaforo, fora abafado pela eufêmica versão.

“O eufemismo permite suavizar a realidade de um fato, dissimulando uma idéia desagradável ou brutal. Revela precaução e educação de quem fala”-Gramática.

“Figura de retórica pela qual se suavizam expressões tristes ou desagradáveis empregando outras mais suaves e delicadas”-Dicionário.

Em um segundo momento pensei o quanto estava errado em ter desejado o acesso à versão integral. Nada pior do que ter o direito de resposta enquanto a pessoa a que se deve a resposta não ouvir, ou ouvir eras mais tarde, e nem sequer tomar conhecimento.

E neste terceiro momento pensei na água e no vinho. De algo facilmente alterável (água), para algo que tem forma assumida, sabor, textura e que em grande quantidade alegra a vida (vinho).

Deixe-me explicar melhor.

No momento que a delicadeza fora esquecida, e a ira e estupidez do individuo, sobrecarregaram a situação – que sabiamente o destino não me permitiu presenciar, mesmo sendo eu o alvo do descontentamento – me fizeram refletir sobre o eufemismo.

Realmente os motivos que levam um sujeito aparentemente (aparência! Fabuloso recurso eufêmico) pacato a se revelar um monstro são ínfimos e largamente tratados em diversos meios. Destacam-se “O Incrível Hulk” e o filme “Um dia de Fúria”- fabulosa produção que me faz refletir a todo momento, me impedindo de atirar nos bandidos e dentro das lanchonetes. Confesso que algumas vezes, não poucas, me imagino como o sujeito do segundo filme e em algumas pouquíssimas como o “pele-verde”. Mas algo maior me possui e me faz abandonar a idéia junto com um feliz agradecimento ao Todo-poderoso, pelo fato da “educação traumática” - algo que ensina o individuo através do abalo mental, neste caso precedido pelo abalo físico intencional -não ter sido revelada, não por mim, mas por diversos tipos musculosos e por tipos desequilibrados que não tem nada a perder (me perdoem os educadores e psicólogos, sou apenas um mero blogueiro). E se tratando de abalo físico e mental, os jornais, tele-jornais, radio, internet, filmes, e o “boca-a-boca”, transmitem com excelência a violência, a beleza da morte, a justiça como deveria ser - leia-se a feita pelas próprias mãos – e com não muita importância a famosa questão da banalização da violência inerente a toda e qualquer discussão e que não será aqui tratada.


Inteligente emocionalmente.

Será isto? Será que descobri? Miúdos trocados, isto me soa como o bom e velho (velhíssimo!) bom senso. Ou então como aqueles conselhos do tipo respirar fundo, contar até 30, se imaginar em algum lugar tranqüilo, ou então o sempre oportuno “Deus lhe dê em dobro tudo o que me desejas” seguido de um virar de costas em direção contrária. Que na verdade me leva a pensar em outra coisa... Usar a razão!
Não se deixar levar pelo calor do momento. Por mais que seja só na imaginação. =]

Não esqueci da água nem do vinho. Água versus vinho. Água – solvente universal – inodora e incolor. Vinho, preparado de uvas fermentado e envelhecido. Como bons alunos do colegial sabemos que a água pode ser adicionada ou adulterada, são diversas as possibilidades, afinal de contas não ter cheiro, sabor e nem cor... Agora o vinho você sabe onde está, você percebe, cheira. É muito mais difícil de se alterar. Foi exatamente assim que me senti, “Vinho Goulart”. Mas também quero deixar claro é que o vinho quando muito fermentado vira vinagre, que é amargo pra caramba! Ou seja, tenho meus momentos de amargura, afinal de contas também sou ser humano!

Também não esqueci do eufemismo, o mesmo que faltou ao meu algoz e sobrou a meu informante. Definitivamente o eufemismo é essencial e maravilhoso. Produtor de versões suaves e que nos fazem refletir sobre o prisma das sensações e principalmente pensar no real acontecido compreendendo com muito mais maturidade e clareza o fato. Pois não estaremos cegos pela justiça própria e principalmente pela falta de formação/informação do individuo. Evita decisões precipitadas e principalmente ações parcialmente pensadas. Fundamental nas relações humanas de qualquer natureza.

“O eufemismo permite suavizar a realidade de um fato, dissimulando uma idéia desagradável ou brutal. Revela precaução e educação de quem fala”-Gramática.

“Figura de retórica pela qual se suavizam expressões tristes ou desagradáveis empregando outras mais suaves e delicadas”-Dicionário.

O eufemismo realmente é necessário, mas ele só funcionará corretamente se for utilizado com clareza e principalmente com o bom senso, pois todo o efeito positivo pode se tornar negativo com o mau uso deste recurso maravilhoso. Trato aqui de uma forma ampla para a utilização do recurso e não apenas em casos de morte ou acidentes.

Então este é o convite, usar e abusar do eufemismo, com inteligência e com sinceridade.

Existe uma regra chamada de ouro: “não faça/deseje ao seu próximo algo que você não faria/desejaria para si mesmo”.